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"Mesmo quando o seu povo parecer triunfar... Nos erguemos novamente. E sabe por quê? Porque a Ordem nasceu de uma COMPREENSÃO. Nós não precisamos de credo, nem de doutrinação por homens velhos desesperados. Tudo que precisamos é que o mundo seja como é. E é por ISSO que os Templários nunca serão destruídos!"
Haytham Kenway, 1781.[src]

A Ordem dos Templários, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros Templários, Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, e a Ordem do Templo, é uma organização militar monástico que se tornou um mítico governo que comanda pelas sombras que, nos tempos modernos, fundou e controlou um conglomerado corporativo multinacional chamado Abstergo Industries. Antes de sua fundação oficial como uma ordem cavalheiresca, eles eram conhecidos sob vários nomes, incluindo os Filhos de Caim e a Ordem dos Anciões. Os Templários procuram criar um mundo perfeito, embora sua interpretação contraste diretamente com os ideais de seus inimigos juramentados, a Irmandade dos Assassinos.

Enquanto os Assassinos afirmam que a utopia pode um dia ser alcançada através de um processo gradual de tolerância ao aprendizado e compreensão mútua, os Templários classicamente insistem que a natureza humana é muito propensa à corrupção para que isso seja uma possibilidade. A chave do sonho deles é a imposição de uma Nova Ordem Mundial, e eles imaginam que a verdadeira paz só pode acontecer quando toda a humanidade for pastoreada por uma sociedade iluminada de pessoas.

Por causa desse conflito ideológico, os Templários se envolveram em uma guerra secreta contra os Assassinos, que durou milênios e continuou até os tempos modernos. Os Templários também se tornaram inimigos dos Instrumentos da Primeira Vontade, um culto que jurou suas vidas para restaurar o domínio dos Isu sobre a humanidade.

História[]

Artigo principal: História dos Templários

Ideologia e objetivos[]

Sistema de crenças religiosas[]

A existência dos Templários tornou-se conhecida ao público em 1129, quando sua ordem militar foi endossada pela Santa Sé como um meio de combater a ameaça cada vez maior contra a Terra Santa pelos sarracenos e proteger a cidade de Jerusalém.[11] Com o tempo, os Templários começaram a acreditar que era possível unir o mundo em paz.[5]

O sistema de crenças deles mudou bastante com a descoberta das Peças do Éden; eles começaram a especular que todas as religiões eram provavelmente falsas e isso levou a Ordem a se tornar um pouco agnóstica, embora principalmente deísta devido a ainda manter a crença em um Ser Supremo chamado Pai da Compreensão. Eles mantiveram publicamente a pretensão de seguir os caminhos cristãos, para não perder o apoio da Igreja.[1]

No entanto, alguns Templários como David Brewster eram profundamente religiosos, acreditando que os poderosos artefatos foram enviados pelo próprio Deus.[9] Até mesmo Maximilien de Robespierre tentou estabelecer uma religião deísta, o Culto do Ser Supremo, baseado na doutrina Templária.[8] Durante a perseguição aos Templários, o último Grão-Mestre Templário conhecido publicamente, Jacques de Molay, amaldiçoou o Rei Filipe IV e o Papa Clemente V por responderem por seus crimes diante do Deus todo-poderoso.[8] Quando os templários espanhóis estavam limpando sua nação de "hereges", declararam que Deus puniria suas almas. Até Tomas de Torquemada acreditava que o trabalho dos templários era apenas um mandamento de Deus.

Enquanto Victoria Bibeau admirava algumas das obras do Assassino Gabriel Laxart, quando ele lutou ao lado de Jeanne d'Arc, o descendente de Gabriel Simon Hathaway, um Templário de alto escalão, viu e comentou seu ancestral Assassino como um "herege" em suas missões e devoções.[12] Sabe-se até que os Templários abençoam alguém com a frase "Que o Pai da Compreensão nos guie", uma prática religiosa que ainda continuou desde sua encarnação antiga, a Ordem dos Anciões, e até sua mais recente encarnação moderna, a Abstergo Industries.

Objetivo[]

"Logo, capitalistas e trabalhadores estarão trancados em um ciclo fechado que é seguro e próspero para a humanidade. Nada de guerras, apenas mesas, carros e televisões. Nós vamos protegê-los e mantê-los seguros, por toda a eternidade."
―Warren Vidic, 1985.[src]

O objetivo dos Templários é a Nova Ordem Mundial. Eles acreditam que devem liderar e iluminar a humanidade para eventualmente transformar o mundo em uma utopia autossuficiente progressiva, supervisionada por eles e com a natureza barbárica humana erradicada. Os Templários vêem isso como a solução definitiva aos problemas do mundo e da humanidade, lembrando que os humanos foram originalmente criados pela Primeira Civilização com o objetivo de serem seus escravos eternos.

Obsessão pelas Peças do Éden[]

"Você tem pouca visão. Você acumularia poder e nunca o usaria, enquanto nós melhoraríamos a condição da humanidade. Você não tem ideia do que o Sudário realmente pode fazer."
―Lucy Thorne à Evie Frye sobre o Sudário do Éden, 1868.[src]

Percebendo o poder que as Peças do Éden tinham sobre os seres humanos, os Templários começaram a procurar os artefatos. Em 1191, Robert de Sablé, então Grão-Mestre da Ordem, procurou pessoalmente a lendária Maçã do Éden, enterrada nas catacumbas do Templo de Salomão, abaixo do Templo do Monte. O roubo dessa Peça do Éden pela Ordem dos Assassinos renovou o conflito prolongado entre os dois poderes, terminando com a morte de De Sablé em Arsuf e Armand Bouchart em Limassol. Apesar desse revés, a Ordem continuou sua missão de criar um mundo de paz, através da manipulação das Peças do Éden.

Com o passar do tempo, os Templários tornaram-se mais focados nas Peças do Éden, em vez de operar para transformar e influenciar a sociedade por meios não sobrenaturais. Seus objetivos mudaram à medida que procuravam controlar e unificar o mundo inteiro usando as Peças do Éden para criar uma "Nova Ordem Mundial".

Visões sobre a humanidade[]

"Trazemos ordem ao caos. Se tudo for permitido, ninguém estará a salvo."
―As últimas palavras de James Wardrop, 1754.[src]

William Johnson ameaçando os indígenas e ordenando que eles cooperem.

A Doutrina Templária é construída sobre uma visão verdadeiramente pessimista da humanidade. Enquanto os Assassinos acreditavam que a liberdade e o livre-arbítrio eram qualidades e direitos essenciais para toda a humanidade, os Templários insistiam que a liberdade causava caos, instabilidade e agitação, ameaçando a fundação da sociedade. A Ordem, portanto, acredita que ordem, propósito e direção são as bases de um mundo perfeito. Entretanto, certos Templários possuíam visões diferentes sobre isso.

Templários mais moderados geralmente tentariam influenciar a humanidade a ter disciplina, respeito e restrição usando métodos mais pacíficos e ainda ligando para o bem estar dessas pessoas. Contudo, os membros mais fanáticos e radicais da Ordem usariam de métodos brutais e violentos para alcançar a total erradicação da liberdade e o controle absoluto sobre a humanidade. Um representante do primeiro grupo é Haytham Kenway, enquanto um muito mais radical é François-Thomas Germain.

Busca pela paz[]

"Ambos queremos a mesma coisa, Ezio. Apenas nossos métodos são diferentes. Não consegue ver isso? Paz. Estabilidade. Um mundo onde os homens vivem sem medo. As pessoas querem a verdade, sim, mas mesmo quando a têm, se recusam a encará-la. Como combatemos este tipo de ignorância?"
―Ahmet, em confronto com Ezio Auditore, 1512[src]

Woodes Rogers negociando a rendição e perdão dos piratas pacificamente.

O principal objetivo dos Templários é a paz, embora muitos pensem que eles estão em busca apenas de poder e controle. Enquanto, de fato, muitos membros mais individualistas e corruptos da Ordem estivessem em busca de poder para si mesmos, a base da ideologia Templária é a paz mundial e o abandono das raízes violentas animalescas da raça humana. Por isso, muitos Templários na verdade concordam com os Assassinos sobre a busca pela paz, mas detestam a perseguição pela liberdade, eis o conflito entre os dois grupos. Um perfeito exemplo disso é Ahmet, líder do Rito Bizantino, cuja motivação era o fim das disputas raciais, familiares e étnicas, mas que mesmo assim entrou em conflito com os Assassinos locais por discordar com seus ideais de liberdade e livre arbítrio.

Em rara ocasiões, os Templários e os Assassinos propuseram paz ou tréguas para acabar com a sangrenta guerra entre eles. Contudo, isto nunca funcionou de verdade. Esse pensamento começou a ser notável na Revolução Americana, quando Haytham Kenway e Ratonhnhaké:ton, pai e filho, trabalharam juntos e tentaram chegar a fins pacíficos, mas no final, um deles foi morto pelo outro. Antes e durante a Revolução Francesa, François de la Serre e Mirabeau, líderes do Rito Francês e Irmandade Francesa, respectivamente, tentaram a paz, mas ambos foram mortos por membros radicais de suas próprias facções.

Práticas éticas e antiéticas[]

"Meus atos são tão diferentes dos seus? Você rouba as vidas de homens e mulheres, acreditando fortemente que as mortes deles vão fazer do mundo um lugar melhor. Um mal menor por um bem maior? Somos iguais."
―Abu'l Nuqoud, em seus últimos momentos, à Altaïr, 1191.[src]

Charles Lee causando o massacre de Boston.

Mesmo com os ideais nobres da Ordem, os Templários são geralmente consequencialistas em seus métodos, fazendo ou causando atos questionáveis ou hediondos como manipulação, sofrimento das massas, assassinato de inocentes, eventos sangrentos e até mesmo guerras, além do tratamento miserável de indivíduos como Desmond Miles, Clay Kaczmarek e Daniel Cross. Eles também já tentaram suprimir ou alterar o conhecimento ou a ciência do público muitas vezes, como os atos de Jubair al Hakim em Damasco, a conspiração contra Nicolau Copérnico e o assassinato de Alan Turing. Entretanto, os Templários geralmente justificam seus atos hediondos cometidos ao longo da história dizendo que elas são pelo "bem maior", a Nova Ordem Mundial.[5] Contudo, vários grupos de Templários evitavam cometer atos hediondos, em destaque o Rito Colonial, embora a definição de "pessoa inocente" deles fosse significativamente mais fechada que a dos Assassinos.[13] Pelo século 18, os Templários passaram a ver a escravidão como algo desnecessário e questionável; Laureano de Torres y Ayala acreditava que "um corpo escravizado inspira a mente a se revoltar. Mas escravize a mente de um homem e seu corpo seguirá naturalmente".[10] Eventualmente eles se tornaram tão fortemente contra a escravidão que Woodes Rogers foi forçado a deixar a Ordem por continuar negociando escravos.[14] Mas pelo outro lado, alguns Templários não se preocupavam em tirar e destruir vidas inocentes para seu propósito. O Rito Francês de François-Thomas Germain, por exemplo, foi indiretamente e diretamente responsável por grande parte dos massacres e eventos hediondos ocorridos durante a Revolução Francesa, mas Germain justificava isso pela busca de um "bem maior", novamente. Ambos estes ritos, mesmo com seus métodos muito diferentes, realmente estavam à procura de uma sociedade melhor.

Vulnerabilidade à corrupção[]

"Nossa Ordem ficou corrompida, tão obcecados pela busca por poder, que abandonamos nosso propósito. Durante séculos nós focamos nossas atenções na aquisição do poder: títulos de nobreza, cargos na Igreja e no Estado... Pegos nas mesmas mentiras que criamos para dominar as massas."
―François-Thomas Germain, 1794.[src]

Cesare Borgia foi um dos que usaram da causa Templária para ganho pessoal.

A natureza da Ordem, que envolve a aquisição e uso de poder e riqueza, faz com que qualquer Templário seja altamente susceptível à corrupção. Muitos usaram a causa Templária para ganho pessoal e aumento de riquezas.

Os visionários Templários, dedicados totalmente e convencidos da justiça e causa da Ordem, e que viviam a serviço de um ideal, como Haytham Kenway e o Príncipe Ahmet, são indiferentes destes Templários egoístas e distantes. Alguns Templários, como o Coronel George Monro, viam a si mesmos e a seus colegas Templários como protetores benevolentes e provedores da humanidade, um ato que fez com que o Assassino Shay Cormac entrasse para a Ordem dos Templários. O moderno Templário Juhani Otso Berg tomou esses benevolentes Templários como seus exemplos influentes e inspiradores sobre o que realmente deveria ser um templário.

O Rito Italiano é considerado pelos próprios Templários modernos como um coletivo de tiranos debochados extravagantes, pois Rodrigo e César Bórgia foram ambos homens corruptos que alteraram os objetivos do Rito para a busca de poder, dominação e riqueza à todo custo. Outros indivíduos como Majd Addin, Edward Braddock, Thomas Hickey, le Roi des Thunes e Pearl Attaway claramente se importavam mais com seus próprios ganhos do que com a Ordem e a humanidade.

O Juramento Templário[]

Assim como os Assassinos, os Templários também possuíam vários dogmas fundamentais e inquestionáveis.

  1. Manter os princípios da nossa Ordem e tudo aquilo que representamos.
  2. Nunca compartilhar os nossos segredos ou divulgar a natureza do nosso trabalho.
  3. Fazê-lo até a morte, a qualquer custo.

Espera-se que os Templários mantenham esses três princípios sagrados o tempo todo, e quebrá-los sempre resultou em consequências negativas para quem o faz. Por exemplo, Haytham Kenway (um Templário) assassinou Edward Braddock (outro Templário) devido às ações de Braddock comprometendo as crenças dos Templários com suas ações, egoísmo e sede de sangue.

Organização[]

Robert de Sablé e um exército de Templários cercando Masyaf, 1191.

Originalmente, o título de Grão-Mestre denotava oficialmente o chefe da Ordem Templária. De fato, durante a Idade Média, quando a existência da ordem era de conhecimento público, o Grão-Mestre foi projetado como seu único comandante supremo. No entanto, à medida que a organização se espalhava por todo o mundo, estabelecendo filiais em praticamente todos os países, o título de Grão-Mestre passou a designar apenas o líder das facções regionais chamadas Ritos.[3]

Abaixo do Grão-Mestre de cada Rito há nove fileiras, com subordinados imediatos que se reportavam ao Mestre Templário. Para seguir os Mestres, estão os senescalistas, conselheiros, comandantes, preceptores, cavaleiros, guerreiros, clérigos e, finalmente, os discípulos.[15] Essas fileiras são paralelas a um sistema semelhante de hierarquia entre seus adversários mortais, os Assassinos.[3] Alguns ritos tinham uma classificação preliminar, Adepto, antes de se tornar um membro de pleno direito da Ordem.[16]

Santuário Interno[]

Reunião do Rito Britânico, 1754.

Após a criação da Abstergo Industries e a subsequente reorganização da Ordem, a estrutura e hierarquia mudaram muito. A liderança Templária ficou muito mais centralizada e clara, para manter a coesão entre os Ritos foi estabelecido o Santuário Interno, que é composto pelos nove melhores e mais brilhantes Templários do mundo. Acima do Santuário Interno estão os Guardiões, que são três líderes da Ordem conhecidos por seus membros. No topo da hierarquia está o General da Cruz, que é o líder supremo da Ordem cuja identidade é conhecida apenas pelos Guardiões e ninguém mais.[7][3]

Conselho dos Anciões[]

Centenas de Templários reunindo-se em Londres, 2016.

Há também o Conselho dos Anciões, formado por cinco Templários cuja posição exata na hierarquia não é clara. É apenas sabido que eles estão aproximadamente no mesmo nível nos Guardiões, e que uma de suas principais funções é julgar os investimentos da Abstergo e de suas subsidiárias e empresas relacionadas.[4]

Cruz Negra[]

O Cruz Negra, outro título mais obscuro da Ordem, é um inquisidor ultra-confidencial cuja função é caçar e eliminar indivíduos importantes que são inimigos ou traidores da Ordem. Eles também tem a função de manter os Mestres Templários na linha dos ideias e crenças da causa.

Referências[]

Predefinição:ACBL

Predefinição:AC3L

Predefinição:PL

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